(CENA 1)EXT. RUA RESIDENCIAL DE JARDIM – DIA

(Corte para uma visão mais ampla da rua do lado de fora da casa de MAI. A GRÁVIDA (vestido rosa floral) e o HOMEM (camiseta cinza, jeans, chinelos) estão parados no portão principal, em silêncio tenso. A GRÁVIDA olha para dentro do quintal, sua expressão é severa. O HOMEM olha para baixo, parecendo culpado e chateado.)
(Corte para dentro do quintal. MÃE (camisa preta, jeans com estampa) e MAI (uniforme médico azul sujo) estão conversando perto da varanda. Mai ainda está muito abalada, com os olhos vermelhos e o rosto choroso. A Mãe está tentando acalmá-la, com a mão em seu ombro.)
MAI (Voz trêmula, soluçando)
Mãe… a Grávida. Ela viu. Ela estava ali o tempo todo…
MÃE (Sussurrando suavemente, tentando confortar)
Shh, eu sei, querida. Calma. Vai ficar tudo bem. Nós vamos resolver isso.
MAI (Chorando, balançando a cabeça)
Não vai… Você viu como ela olhou pra mim? Como ela olhou pra nós? Ela acha que eu estou tentando roubar o homem dela… que eu estou com ele.
MÃE (Com firmeza, mas com compaixão)
Mas nós sabemos que isso não é verdade, Mai. Você só estava conversando com o vizinho, não tem nada de errado nisso. Ele estava te ajudando com as sacolas de compras, lembra? Você já estava exausta depois do trabalho… e eu também estava lá com você.
MAI (Limpando o rosto, com desespero)
Eu sei… mas ela não viu você lá. E se ela contar pro meu chefe? E se ele me demitir?
MÃE (Suspirando, olhando em direção ao portão)
Ela não vai fazer isso. Eu vou falar com ela. Eu vou explicar o que aconteceu.
MAI (Agarrando o braço da Mãe)
Não! Não vá lá. Ela está com raiva. Ela não vai te ouvir.
MÃE (Se soltando gentilmente e caminhando em direção ao portão)
Eu preciso ir. É a única maneira de resolver isso. Fique aqui.
(CENA 2)EXT. RUA RESIDENCIAL DE JARDIM – PORTÃO – DIA
(A MÃE caminha decididamente até o portão onde a GRÁVIDA e o HOMEM estão parados. A GRÁVIDA cruza os braços e a encara com raiva. O HOMEM permanece em silêncio, sem olhar para ninguém.)
MÃE (Com calma e determinação)
Com licença. Eu gostaria de falar com você um minuto.
GRÁVIDA (Com sarcasmo e desprezo)
E você quem é? A mãe daquela ali?
MÃE (Mantendo a calma)
Sim, sou eu. Eu sou a mãe da Mai. E eu estava lá quando a minha filha estava conversando com o seu marido. Eu queria te explicar o que aconteceu.
GRÁVIDA (Com raiva, gesticulando)
Eu vi o que aconteceu! Eu vi como ela olhava pra ele… como ela estava perto dele…
MÃE (Interrompendo com firmeza)
Ela não estava olhando pra ele desse jeito. Ela estava cansada, depois de um dia longo de trabalho. E ele estava apenas ajudando-a com as sacolas, como um bom vizinho faria. E eu estava lá o tempo todo.
GRÁVIDA (Com descrença)
Eu não vi você! Eu vi apenas ela… e ele! E eu sei muito bem o que eu vi. Aquela ali… (apontando em direção a Mai) …ela quer o meu homem. Ela está com inveja de mim, da minha barriga, do meu amor…
HOMEM (Intervindo com voz fraca)
Não, amor… não diga isso. Mai é apenas uma vizinha, ela é casada, tem a sua vida…
GRÁVIDA (Virando-se para o Homem com raiva)
Fica calado! Eu vi o que eu vi. E você… (olhando para o Homem com raiva) …você é um traidor!
HOMEM (Com desespero, tentando se explicar)
Mas eu não fiz nada! Eu só estava ajudando…
GRÁVIDA (Com fúria, apontando o dedo na cara do Homem)
Você me traiu! Com ela! Eu vi você conversando com ela… eu vi você sorrindo pra ela… eu vi como você olhava pra ela! E eu sei o que isso significa.
HOMEM (Limpando uma lágrima, sem conseguir falar)
Amor… me ouça, por favor…
GRÁVIDA (Caminhando de um lado para o outro, gesticulando)
Eu não quero te ouvir! Eu não quero mais te ver! Eu não quero saber de você! Você é um mentiroso, um traidor! Eu mereço algo melhor que isso. Eu mereço um homem que me respeite, que me ame, que seja fiel…
(CENA 3)EXT. RUA RESIDENCIAL DE JARDIM – PORTÃO – DIA
(A GRÁVIDA e o HOMEM continuam discutindo no portão. Mai está chorando na varanda, sendo consolada pela Mãe. A Mãe está tentando acalmá-la, mas Mai está muito abalada.)
GRÁVIDA (Com raiva e choro, apontando para a barriga)
E o nosso filho? Você não pensou nele? Você não pensou no que isso ia fazer com ele?
HOMEM (Limpando as lágrimas, desesperado)
Mas eu amo o nosso filho! Eu amo você! Eu não fiz nada com ela!
GRÁVIDA (Gritando com raiva e desespero)
Eu não acredito em você! Eu não quero mais acreditar em você! Eu quero ir embora! Eu quero ficar longe de você!
HOMEM (Segurando o braço da Grávida, chorando)
Amor, por favor… não vá embora… eu te amo…

GRÁVIDA (Se soltando com força e caminhando em direção à rua)
Eu não quero mais saber de você!
(O HOMEM corre atrás dela, chorando e gritando seu nome.)
HOMEM (Chorando e gritando)
Amor! Me ouça, por favor!
(A GRÁVIDA continua caminhando pela rua, sem olhar para trás. O HOMEM continua correndo atrás dela, tentando pará-la.)
(CENA 4)EXT. VARANDA DE JARDIM – DIA
(A MÃE e MAI assistem à discussão no portão. Mai está chorando na varanda, sendo consolada pela Mãe. A Mãe está tentando acalmá-la, mas Mai está muito abalada.)
MAI (Chorando, soluçando)
Eu… eu não sei o que fazer. Eu sinto muito. Eu sinto muito por tudo isso.
MÃE (Sussurrando suavemente, tentando confortar)
Não é sua culpa, Mai. Você não fez nada de errado. A Grávida está apenas com ciúmes. E ela vai perceber isso.
MAI (Balançando a cabeça, chorando)
Eu não sei… eu não sei se ela vai. E se o meu chefe…
MÃE (Interrompendo suavemente, segurando o rosto de Mai)
Eu vou falar com ela. Eu vou explicar o que aconteceu. Eu vou falar com a Grávida também. Eu vou falar com o Homem. Eu vou resolver isso. Eu prometo.
MAI (Abraçando a Mãe com força, chorando)
Obrigada, mãe. Eu te amo.
(CENA 5)INT. SALA DE ESTAR DE JARDIM – NOITE
(A MÃE está sentada na sala de estar, conversando com Mai. Mai parece um pouco mais calma, mas ainda está triste. A Mãe está segurando a mão de Mai.)
MÃE (Com voz suave e terna)
Então, você conversou com o seu marido hoje?
MAI (Limpando uma lágrima, assentindo)
Sim, conversei. Ele disse que confia em mim… que ele sabe que eu não faria nada pra machucá-lo.
MÃE (Sorriso suave e terno, segurando o rosto de Mai)
Que bom, Mai. Eu fico feliz em ouvir isso. O seu marido é um homem bom. E ele te ama muito.
MAI (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Mas e se ela contar pro meu chefe? E se ele me demitir?
MÃE (Com voz suave e terna, acariciando o cabelo de Mai)
Eu vou falar com ela. Eu vou falar com a Grávida também. Eu vou explicar o que aconteceu. E se o seu chefe não entender… (sorrindo suavemente e terna, acariciando o cabelo de Mai) …então nós vamos encontrar um trabalho melhor pra você. Um trabalho onde as pessoas te respeitem, te valorizem…
MAI (Abraçando a Mãe com força, chorando)
Obrigada, mãe. Eu te amo.
(CENA 6)EXT. RUA RESIDENCIAL DE JARDIM – NOITE
(A MÃE caminha pela rua, em direção à casa da Grávida. A rua está calma e silenciosa. A Mãe parece determinada e forte.)
MÃE (Sussurrando suavemente, para si mesma)
Eu preciso fazer isso. Eu preciso resolver isso. Pela Mai.
(CENA 7)EXT. CASA DA GRÁVIDA – NOITE
(A MÃE bate na porta da casa da Grávida. A porta se abre e a Grávida aparece. Ela parece surpresa e um pouco defensiva.)
MÃE (Com voz suave e terna)
Com licença. Eu gostaria de falar com você um minuto.
GRÁVIDA (Com voz fraca e triste)
Você de novo? O que você quer?
MÃE (Com voz suave e terna)
Eu queria falar com você sobre o que aconteceu hoje. Eu sei que você está com raiva… que você está triste. E eu te entendo.
GRÁVIDA (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Eu não quero mais falar sobre isso.
MÃE (Interrompendo suavemente, segurando o braço da Grávida)
Por favor… me ouça. Eu estava lá quando a minha filha estava conversando com o seu marido. E eu vi como ele estava apenas ajudando-a com as sacolas. E eu vi como você estava apenas com ciúmes.
GRÁVIDA (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Mas eu vi…
MÃE (Interrompendo suavemente, segurando o braço da Grávida)
Eu sei o que você viu. E eu sei o que você sentiu. E eu sei que você ama o seu marido. E que você quer o melhor pra ele. E pra você. E pro seu filho.
GRÁVIDA (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Mas eu não sei se eu posso confiar nele de novo.
MÃE (Com voz suave e terna, acariciando o cabelo da Grávida)
Você pode confiar nele. Ele te ama. E ele não fez nada com a Mai. E se você quiser… (sorrindo suavemente e terna, acariciando o cabelo da Grávida) …nós podemos conversar sobre isso. Sobre como construir a confiança de novo. Sobre como perdoar. Sobre como amar de novo.
GRÁVIDA (Abraçando a Mãe com força, chorando)
Obrigada. Obrigada por vir aqui.
(CENA 8)INT. SALA DE ESTAR DA CASA DA GRÁVIDA – NOITE
(A MÃE e a GRÁVIDA estão sentadas na sala de estar, conversando. A Grávida parece um pouco mais calma, mas ainda está triste. A Mãe está segurando a mão da Grávida.)
GRÁVIDA (Com voz suave e terna)
Eu sinto muito por tudo isso. Eu sinto muito por ter gritado com você… por ter dito aquelas coisas.
MÃE (Sorriso suave e terno, segurando o rosto da Grávida)
Tudo bem. Eu te entendo. Você estava com ciúmes. E é normal sentir ciúmes quando você ama alguém.
GRÁVIDA (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Mas eu não sei se eu posso perdoá-lo.
MÃE (Com voz suave e terna, acariciando o cabelo da Grávida)
Você pode perdoá-lo. Ele te ama. E ele não fez nada com a Mai. E se você quiser… (sorrindo suavemente e terna, acariciando o cabelo da Grávida) …nós podemos conversar sobre isso. Sobre como construir o perdão. Sobre como curar as feridas. Sobre como amar de novo.
GRÁVIDA (Abraçando a Mãe com força, chorando)
Obrigada. Obrigada por estar aqui.
(CENA 9)INT. SALA DE ESTAR DE JARDIM – DIA
(A MÃE e MAI estão sentadas na sala de estar, conversando. Mai parece um pouco mais calma, mas ainda está triste. A Mãe está segurando a mão de Mai.)
MÃE (Com voz suave e terna)
Então, você conversou com a Grávida hoje?
MAI (Limpando uma lágrima, assentindo)
Sim, conversei. Ela veio aqui e me pediu desculpas… por ter gritado comigo… por ter dito aquelas coisas.
MÃE (Sorriso suave e terno, segurando o rosto de Mai)
Que bom, Mai. Eu fico feliz em ouvir isso. A Grávida é uma mulher boa. E ela percebeu que ela estava apenas com ciúmes.
MAI (Limpando uma lágrima, com tristeza)
Mas e se ela contar pro meu chefe? E se ele me demitir?
MÃE (Com voz suave e terna, acariciando o cabelo de Mai)
Eu vou falar com ela. Eu vou falar com o seu chefe. Eu vou explicar o que aconteceu. E se ele não entender… (sorrindo suavemente e terna, acariciando o cabelo de Mai) …então nós vamos encontrar um trabalho melhor pra você. Um trabalho onde as pessoas te respeitem, te valorizem…
MAI (Abraçando a Mãe com força, chorando)
Obrigada, mãe. Eu te amo.
(CENA 10)EXT. RUA RESIDENCIAL DE JARDIM – DIA
(A MÃE e MAI caminham pela rua, em direção à casa da Grávida. A rua está calma e silenciosa. A Mãe parece determinada e forte.)

MÃE (Sussurrando suavemente, para si mesma)
Nós vamos resolver isso. Juntas.
FIM (Part 2)
