
Cena 1: Dentro da joalheria (Continuação imediata)
(O gerente, um senhor de aparência distinta chamado Sr. Alberto, examina o colar com uma lupa. O segurança mantém uma mão firme no ombro do jovem, que está ofegante.)
Sr. Alberto: (Examinando a peça com um olhar clínico) Estranho…
Jovem: (Voz trêmula) Por favor, senhor… Eu não roubei. É da minha mãe. Ela precisa de remédios urgentes.
Segurança: (Aperta mais forte) Cala a boca! O Sr. Alberto está falando.
Sr. Alberto: (Interrompe, levantando a mão) Solte-o, Marcos. Deixe o rapaz respirar.
(Marcos solta o jovem, mas permanece em guarda, bloqueando a saída.)
Sr. Alberto: (Olha fixamente para o jovem) Onde você conseguiu este colar? Diga a verdade. Esta peça não é comum.
Jovem: (Limpando as lágrimas) Eu a encontrei nas coisas da minha mãe quando ela estava internada. Ela nunca me contou de onde veio. Mas ela me fez prometer que, se algo acontecesse, eu deveria vendê-la na joalheria mais antiga da cidade. Ela disse: “O Sr. Alberto saberá o valor”.
Cena 2: O choque de revelação
(Sr. Alberto empalidece. Ele caminha até um cofre atrás do balcão e retira uma caixa de veludo gasta.)
Sr. Alberto: (Sussurrando para si mesmo) Não pode ser…
(Ele abre a caixa e retira um pingente idêntico ao fecho do colar. Ele compara as duas peças. Elas se encaixam perfeitamente.)
Jovem: (Confuso) O senhor conhece isso?

Sr. Alberto: (Olhos marejados, voz embargada) Quem é a sua mãe, rapaz? Qual é o nome dela?
Jovem: Helena. Helena Souza.
Sr. Alberto: (Afasta-se, apoiando-se no balcão) Helena… Eu não via este colar há 30 anos. Eu mesmo o fiz para ela.
Cena 3: A história de um passado secreto
Jovem: (Chocado) O senhor? Como? A senhora Helena é apenas uma costureira humilde.
Sr. Alberto: (Suspira, olhando para o vazio) Helena foi o grande amor da minha vida. Antes de eu construir este império, antes de tudo. Mas o meu pai, o fundador desta loja, proibiu nosso relacionamento. Ele disse que uma costureira não estava à altura do sucessor de uma dinastia de joalheiros.
Marcos: (Baixando a guarda, claramente surpreso) Senhor?
Sr. Alberto: (Ignora o segurança, focado no jovem) Ele a forçou a ir embora. Eu tentei procurá-la, mas ela desapareceu. Este colar era meu presente de noivado. Ela o devolveu no dia em que foi embora, mas eu insisti para que ficasse. Eu achei que ela o tinha jogado fora.
Cena 4: Conexão e redenção
Jovem: (Olhando para o próprio reflexo no vidro) Então… o senhor é…
Sr. Alberto: (Aproxima-se, coloca a mão no rosto do jovem) Você tem os olhos dela. Por que você não me procurou antes?
Jovem: Ela sempre dizia que a vida das pessoas deve ser protegida de erros do passado. Ela sofreu muito, senhor Alberto. Ela está no hospital, o tratamento é caríssimo. Eu não queria mendigar. Eu só queria salvar a vida dela.
Sr. Alberto: (Com firmeza, virando-se para o segurança) Marcos, cancele todas as minhas reuniões de hoje. Agora.
Marcos: Sim, senhor.
Sr. Alberto: (Para o jovem) Vamos. Não vamos vender este colar. Vamos levá-lo de volta para sua dona. E você, meu jovem… você não vai mais se preocupar com o custo do tratamento. Você acabou de encontrar sua família.

(O jovem chora, desta vez de alívio e esperança. Eles caminham em direção à saída, enquanto o sol da tarde entra pela vitrine da joalheria, iluminando o colar que, finalmente, encontrou seu caminho de volta.)
[FIM DA PARTE 2]
